Operação contra 'mafia do GNV' cumpre mandados no Rio e em Minas Gerais

Agentes da Polícia Civil desmantelam grupo que alterava peças internas de medidores e avisava donos de postos sobre operações de fiscalização com antecedência.

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 07:13

Operação contra 'mafia do GNV' cumpre mandados no Rio e em Minas Gerais
Operação contra 'mafia do GNV' cumpre mandados no Rio e em Minas Gerais Crédito: Reprodução/PCRJ

Um esquema estruturado de furto, adulteração e fraude no sistema de medição de gás natural veicular (GNV) virou alvo de uma grande ofensiva da Polícia Civil nesta terça feira (11). Conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com o apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e de técnicos de uma concessionária de gás, a ação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão espalhados por endereços na capital fluminense, Nova Iguaçu, Belford Roxo e no município mineiro de Congonhas.

As apurações policiais apontam que o grupo contava com a facilitação interna de um colaborador da própria concessionária. Essa pessoa aproveitava o acesso livre às dependências da empresa para repassar dados sigilosos e liberar a saída ilegal dos aparelhos de medição. Uma vez desviados por comparsas encarregados do transporte, os equipamentos eram levados a oficinas e empresas formais de manutenção de GNV, onde técnicos qualificados trocavam peças internas, alteravam o funcionamento para fraudar a medição e adulteravam os registros de identificação de forma quase imperceptível. Além do desvio físico dos aparelhos para posterior revenda ou reutilização, os investigados também vazavam com antecedência datas, locais e detalhes das equipes de fiscalização para donos e gerentes de postos de combustíveis.

O avanço das investigações ocorreu após o rastreamento e a perícia em dispositivos eletrônicos recolhidos em etapas anteriores do processo. Agora, a DDSD trabalha para individualizar a responsabilidade de cada empresa e suspeito envolvido, avaliando também os riscos que essas manipulações clandestinas trazem para a segurança do sistema de distribuição de combustível. Os envolvidos no esquema poderão responder por furto qualificado, receptação, estelionato e associação criminosa.