Operação ultrapassa 16 horas de combate a incêndio em fábrica de químicos em Itaquaquecetuba

Mobilização de quase 80 bombeiros isola chamas em complexo com mais de dois milhões de litros de solventes inflamáveis.

Publicado em 5 de agosto de 2026 às 09:18

Operação ultrapassa 16 horas de combate a incêndio em fábrica de químicos em Itaquaquecetuba
Operação ultrapassa 16 horas de combate a incêndio em fábrica de químicos em Itaquaquecetuba Crédito: Reprodução

Um rastro de destruição e um esforço operacional gigantesco marcam o desdobramento do grave incêndio que destruiu uma indústria química localizada na Estrada do Bonsucesso, no bairro Rio Abaixo, em Itaquaquecetuba. Na manhã desta quarta feira (5), os trabalhos de contenção e rescaldo conduzidos pelo Corpo de Bombeiros já superavam a marca de 16 horas ininterruptas de atuação. O fogo, que teve início por volta das 15h30 do dia anterior, consumiu instalações inteiras, mas a corporação militar conseguiu delimitar o perímetro e isolar o foco principal, eliminando os riscos de que a tragédia se alastre para as edificações vizinhas.

A dimensão do desastre exige uma estrutura técnica e humana comparável a grandes crises industriais vividas pelo estado. Para neutralizar o avanço do fogo, a corporação empenhou 31 viaturas especializadas e um contingente de 79 bombeiros no local. A complexidade do combate se deve ao volume assustador de combustível estocado: os agentes confirmaram a presença de mais de dois milhões de litros de substâncias de altíssima inflamabilidade entre metanol, etanol e acetona distribuídos em 24 tanques com capacidade de 30 mil litros cada, além de outros seis reservatórios de 5 mil litros.

O impacto da ocorrência atingiu em cheio a dinâmica da comunidade local. Cerca de 80 moradores que residem no entorno imediato da fábrica precisaram evacuar suas casas por medidas de precaução sanitária e de segurança. No balanço oficial de vítimas, apenas um homem recebeu atendimento médico de emergência após sofrer uma crise convulsiva no local, sendo socorrido e encaminhado para uma unidade de saúde do município. Até o momento, não há outros feridos graves ou óbitos registrados.

Diante do cenário crítico enfrentado pelas equipes, a gravidade da ocorrência foi comparada ao histórico desastre do Porto de Santos, no bairro Alemoa, ocorrido em 2015 e tido como o maior incêndio em terminal químico da história do país.