Publicado em 5 de agosto de 2026 às 09:34
O mercado automotivo brasileiro deu mais um salto de desempenho e registrou o terceiro melhor mês de julho de toda a sua história comercial. Dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) revelam que o país alcançou a marca de 504.574 unidades vendidas no período, englobando automóveis, comerciais leves, motos, caminhões, ônibus e implementos rodoviários. O volume representa uma expansão de 3,31% na comparação direta com o mês de junho e uma alta ainda mais expressiva de 10,17% quando confrontado com o mesmo mês do ano anterior.>
A força das vendas no varejo foi puxada principalmente pelos carros de passeio e comerciais leves, que somaram 265.695 emplacamentos, sinalizando uma avanço de 15,54% frente a julho de 2025. Segundo a análise de Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, essa aceleração é reflexo direto do impacto positivo do Programa Carro Sustentável. Ao conceder descontos e alíquotas reduzidas no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos mais leves e ecológicos, a iniciativa fez com que os veículos contemplados registrassem uma disparada de 29,4% nas vendas em relação ao patamar anterior à medida.>
Outra grande surpresa do mês veio do setor de transporte pesados. Após acumular períodos consecutivos de baixa, o segmento de caminhões reagiu com vigor, engatando um crescimento de 18,89% em relação a junho e de 7,16% na comparação anual. O motor dessa virada foi a implementação do Programa Move Brasil. Por se tratar de um setor diretamente atrelado ao Produto Interno Bruto (PIB), à indústria e ao agronegócio, os transportadores voltaram a investir em financiamentos de longo prazo e na renovação de frotas ao identificarem maior estabilidade e capacidade de pagamento no cenário econômico.>
A onda de recuperação também começou a dar sinais no transporte passageiro. O mercado de ônibus teve uma leve alta de 4,26% frente a junho, e embora ainda amargue uma retração anual de -2,32%, o setor vem reduzindo gradativamente os prejuízos do início do ano, que chegaram a bater 25% de queda. Essa melhora progressiva foi impulsionada pela liberação de R$ 2 bilhões em crédito da segunda fase do Move Brasil. Por fim, as motocicletas mantiveram o ritmo aquecido com altas de 2,55% sobre junho e 3,11% sobre o ano passado, consolidando um panorama otimista que leva a Fenabrave a manter a estimativa de fechar o ano com crescimento global de 8,6% e mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas.>
Com informações da Agência Brasil.>