Padre é preso no litoral paulista suspeito de dopar e estuprar coroinha

Religioso usava de sua influência na igreja, além de presentes e promessas de ajuda financeira, para atrair jovens namorados para sua casa em Praia Grande.

Publicado em 8 de setembro de 2026 às 07:36

Padre é preso no litoral paulista suspeito de dopar e estuprar coroinha
Padre é preso no litoral paulista suspeito de dopar e estuprar coroinha Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma relação de confiança construída dentro da igreja terminou em uma denúncia grave de violência e abuso no litoral de São Paulo. Jucelino de Oliveira, um padre de 58 anos que atuava em paróquias da Baixada Santista, foi preso preventinamente na sexta-feira (4), em Praia Grande. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável após ser acusado por uma jovem de 19 anos de dopar o casal para cometer os abusos.

Tanto a vítima quanto o seu namorado, de 18 anos, atuavam como coroinhas e mantinham proximidade com o religioso. De acordo com o relato prestado à polícia, o padre se infiltrava na rotina dos jovens utilizando uma estratégia de aproximação que envolvia a entrega de presentes e promessas de apoio financeiro, ganhando a confiança de ambos.

Os encontros aconteciam na residência do próprio sacerdote. Segundo o depoimento da vítima, era nesses momentos que o religioso oferecia bebidas alcoólicas, usadas para dopar o casal e facilitar os atos criminosos contra a jovem. A investigação agora busca aprofundar os detalhes do caso para esclarecer todas as circunstâncias dos encontros.

Diante da repercussão, a Diocese de Santos emitiu nota declarando total confiança no andamento das investigações e informando que adotará as medidas administrativas necessárias.

Por sua vez, a defesa de Jucelino de Oliveira destacou que a prisão tem caráter temporário e cautelar, ressaltando que a medida não configura condenação prévia. Os advogados também pontuaram que o padre cooperou com a ordem judicial sem resistência e segue à inteira disposição da Justiça. O crime de estupro de vulnerável prevê pena que pode variar de oito a 15 anos de reclusão.