Publicado em 17 de agosto de 2026 às 09:16
Um caso de grande comoção em São Paulo teve seu desfecho judicial na noite da última sexta-feira (14), quando a 1ª Vara do Júri da Capital condenou Ricardo Krause Esteves Najjar a 24 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão pelo assassinato de sua própria filha, uma criança de apenas 4 anos. O Conselho de Sentença acatou as acusações de feminicídio e homicídio qualificado por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de considerar o agravante do crime ter sido praticado contra menor de 14 anos.>
A condenação definitiva foi alcançada após uma longa batalha jurídica marcada por anulações e recursos. Em ocasiões anteriores, o réu chegou a ter um julgamento anulado por contradições na votação dos jurados e, em outra etapa, viu o crime ser desclassificado para modalidade culposa sob alegação de prescrição. >
Contudo, o Ministério Público de São Paulo recorreu com base no laudo necroscópico, demonstrando que as lesões no corpo da criança e o sufocamento por saco plástico eram incompatíveis com a versão do pai de que a menina teria se sufocado sozinha após ele sair do banho.>
A tese técnica prevaleceu no TJSP e foi mantida após o Superior Tribunal de Justiça negar os recursos da defesa, culminando na decisão do novo júri popular.>