Perícia descarta violência sexual em morte de bebê no Ceará; caso passa a ser investigado como homicídio culposo

Laudo da Perícia Forense aponta asfixia como causa da morte da criança de 10 meses e muda o rumo das investigações.

Publicado em 17 de julho de 2026 às 23:25

(O exame concluiu que a criança morreu por asfixia e descartou qualquer indício de violência sexual.)
(O exame concluiu que a criança morreu por asfixia e descartou qualquer indício de violência sexual.) Crédito: Redes Sociais/Instagram 

A morte de uma bebê de 10 meses, ocorrida na última segunda-feira (13), em Fortaleza (CE), ganhou um novo desdobramento após a divulgação do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O exame concluiu que a criança morreu por asfixia e descartou qualquer indício de violência sexual.

Inicialmente, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) havia informado que o caso era tratado como estupro de vulnerável seguido de morte, com base em informações repassadas pelo hospital onde a bebê foi atendida.

No entanto, os exames periciais revelaram que não havia presença de sêmen nem de material genético dos dois homens presos no corpo da criança. Além disso, o exame sexológico não identificou sinais de violência sexual, e os testes toxicológicos descartaram a presença de álcool e drogas no organismo da bebê.

Diante da conclusão da perícia, a Polícia Civil informou que o caso passou a ser investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Segundo as investigações, a bebê morreu na residência onde estava com a mãe, o companheiro dela, Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, e o primo dele, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos. A defesa de um dos suspeitos sustentava que a criança teria morrido por asfixia após ser acidentalmente comprimida pelo corpo de um dos homens, que estaria embriagado ao deitar na cama.

Os dois foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva pela Justiça do Ceará. O Tribunal de Justiça informou que novos documentos foram anexados ao processo e serão analisados pelas instituições responsáveis, ressaltando que o caso tramita sob sigilo por envolver uma criança, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A defesa da mãe da bebê afirmou que continuará acompanhando as investigações e adotará as medidas judiciais cabíveis para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais autores da divulgação de informações falsas sobre o caso.

Com informações do portal g1