Pesquisadora da UFRN acusa universidade espanhola de copiar seu ‘Método Taylor Swift’ de ensino

Gláucia Silva usou as redes sociais para denunciar que instituição estrangeira tentou silenciá-la após professor apossar-se de sua dinâmica pedagógica.

Publicado em 18 de junho de 2026 às 09:55

Pesquisadora da UFRN acusa universidade espanhola de copiar seu ‘Método Taylor Swift’ de ensino
Pesquisadora da UFRN acusa universidade espanhola de copiar seu ‘Método Taylor Swift’ de ensino Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma disputa internacional de propriedade intelectual envolvendo o universo da botânica e a maior estrela do pop atual ganhou um novo e tenso capítulo. A professora e doutoranda Gláucia Silva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), utilizou suas redes sociais na última terça-feira (16) para revelar que está sofrendo pressão de uma instituição estrangeira.

Segundo a pesquisadora brasileira, a Universidade Miguel Hernández de Elche, localizada na Espanha, exigiu que ela cessasse os comentários públicos sobre o suposto plágio do "Método Taylor Swift" uma metodologia inovadora criada por Gláucia que utiliza a obra da cantora norte-americana para lecionar conteúdos de botânica.

O conflito acadêmico estourou após um professor da instituição espanhola publicar, em dezembro de 2025, um capítulo de livro apresentando a exata mesma proposta pedagógica como se fosse uma "nova metodologia autoral". Gláucia aponta que o material europeu não apenas usa os mesmos videoclipes de Taylor Swift para explicar a ciência das plantas, como também cruza os mesmos temas biológicos e se apropria de dados estatísticos do artigo original que ela mesma havia publicado no início de 2025, sem dar os devidos créditos à autoria brasileira.

Antes de expor a situação na internet e decidir formalizar o embate no Judiciário, a doutoranda tentou resolver o problema de maneira diplomática. Com o respaldo da UFRN, uma notificação oficial acompanhada de um dossiê com 17 provas contundentes de anterioridade e similaridade foi enviada diretamente ao docente espanhol, à reitoria da universidade e à editora que publicou o livro. Como as vias institucionais não trouxeram um retorno efetivo ou retratação, a pesquisadora resolveu agir por conta própria.

Para conseguir brigar por seus direitos na Europa, Gláucia iniciou uma mobilização digital com o objetivo de arrecadar R$ 30 mil através de financiamento coletivo. O dinheiro da vaquinha virtual será carimbado para arcar com os altos custos de um processo internacional. A meta financeira engloba R$ 12.150 para taxas de abertura e notificações jurídicas, R$ 10 mil reservados para cobrir uma eventual segunda instância nos tribunais, além dos custos necessários com traduções juramentadas dos documentos que comprovam que a criatividade na educação científica, neste caso, tem DNA estritamente brasileiro.