Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 18:04
Nesta terça-feira (27), a Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu um processo administrativo disciplinar sumário contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas não justificadas ao trabalho. A apuração pode resultar na perda do cargo de escrivão da PF, função que ele ocupa oficialmente em Angra dos Reis.>
Segundo a corporação, Eduardo teria se ausentado do serviço por mais de 30 dias consecutivos sem apresentar justificativa, após ter o mandato de deputado federal cassado pela Câmara, em 18 de dezembro de 2025. Desde então, cada ausência vem sendo registrada no sistema da PF como falta injustificada.>
Um decreto publicado no Diário Oficial da União no dia 2 de janeiro determinou o retorno imediato de Eduardo ao cargo na Polícia Federal, exclusivamente para regularizar a situação funcional. A decisão já alertava que a não apresentação ao posto poderia gerar medidas administrativas e disciplinares.>
Eduardo Bolsonaro é escrivão da PF, carreira cujo salário inicial passa de R$ 14 mil e pode chegar a quase R$ 22 mil ao fim da progressão. Ele vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e afirma estar em “autoexílio”, alegando perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal.>
Após a ordem de retorno, Eduardo publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que não cumpriria a determinação. No conteúdo, afirmou que não voltaria ao Brasil neste momento e atacou a cúpula da Polícia Federal, declarando que não abriria mão do cargo de forma passiva e que teme perder direitos como aposentadoria, porte de arma e arma funcional.>
Além desse processo, Eduardo também responde a outro PAD na PF, relacionado à sua atuação nos Estados Unidos contra o Brasil. Nesse caso, ele é investigado por possíveis condutas como improbidade administrativa, insubordinação grave e atitudes consideradas incompatíveis com o decoro do cargo público.>