PF aponta mensagens de Vorcaro sobre pagamentos à empresa ligada a Toffoli

Documento entregue a Edson Fachin cita conversas entre Daniel Vorcaro e o cunhado sobre transferências à Maridt.

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 09:30

Dias Toffoli
Dias Toffoli Crédito: Agência Brasil

Um documento da Polícia Federal encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, trouxe à tona trocas de mensagens que mencionam repasses financeiros à empresa Maridt, da qual o ministro Dias Toffoli é sócio. O conteúdo integra investigação que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro e amplia a análise sobre a permanência de Toffoli na relatória de um processo relacionado a instituição financeira.

De acordo com o relatório, Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel conversaram sobre transferências destinadas à Maridt. Zettel, casado com Natália Vorcaro, chegou a ser preso pela Polícia Federal e, segundo os investigadores, atuava como uma espécie de operador financeiro do banqueiro. Nas mensagens analisadas, os dois mencionam o nome do ministro e tratam de valores que estariam ligados à negociação de um resort no Paraná.

A propriedade em questão é o resort Tayayá, empreendimento do qual a Maridt era sócia. Em 2021, a empresa vendeu sua participação a um fundo associado a Daniel Vorcaro. Conforme revelado anteriormente, o próprio Dias Toffoli reconheceu ter recebido valores decorrentes dessa operação societária.

O relatório também registra que houve comunicação direta entre Toffoli e Vorcaro, mas destaca que as mensagens identificadas tratavam de encontros e não abordavam tratativas comerciais ou repasses financeiros.

Com base nas informações coletadas, a Polícia Federal sustenta que há elementos que podem caracterizar suspeição do ministro para conduzir o processo envolvendo o banco ligado ao caso. A decisão sobre eventual impedimento cabe agora ao presidente do STF. Edson Fachin já notificou Toffoli para apresentar esclarecimentos formais.