Comentarista de arbitragem da Globo fala sobre gol anulado do Remo: 'Esse gol é legal'

PC Oliveira afirma que lance contra o Atlético-MG deveria ter sido validado e questiona orientação recente dada aos árbitros.

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 10:21

Árbitro Matheus Candançan e o comentarista PC de Oliveira - 
Árbitro Matheus Candançan e o comentarista PC de Oliveira -  Crédito: Reprodução

O empate em 3 a 3 entre Atlético-MG e Remo, na última quarta-feira (12), pelo Campeonato Brasileiro, segue repercutindo por causa de uma decisão polêmica da arbitragem. O clube paraense contestou a anulação de um gol marcado por Picco no início do segundo tempo, lance que também gerou discussão entre especialistas de arbitragem.

Durante análise exibida no Sportv, o comentarista e ex-árbitro Paulo César de Oliveira avaliou que o gol remista deveria ter sido confirmado. Na jogada, após cruzamento para a área, a bola tocou no braço de João Pedro, seguiu viva e sobrou para Picco finalizar para o fundo da rede. Após revisão no VAR, o árbitro Matheus Delgado Candançan optou por invalidar o lance, decisão que provocou forte reação de torcedores nas redes sociais.

"Os árbitros estão sendo instruídos para, em jogadas de ataque que bate na mão, com um ganho, saindo gol, anular o gol. Eu discordo completamente, porque isso vai contra a regra do jogo. A regra diz que, se o próprio jogador faz o gol após um toque, aí não precisa nem analisar. Só que esse lance não foi o João Pedro que fez o gol, esse toque foi acidental. E essa nova recomendação contraria a regra, se querem mudar, tem que mudar o texto da regra. Esse gol, para mim, de acordo com a regra, é legal", explicou PC.

Para o especialista, como o toque não foi do autor do gol e ocorreu de forma não intencional, o lance deveria ser considerado legal. PC ainda ressaltou que, caso haja mudança de interpretação, seria necessário alterar oficialmente o texto da regra para evitar divergências na aplicação.

Na análise do VAR sobre o lance, o árbitro de campo, Matheus Delgado Candançan, de São Paulo, no momento do gol, disse que a jogada foi legal, mas o VAR identificou "movimento intencional no braço", e após análise no vídeo, a arbitragem anula o gol do Remo.