PF apreende dinheiro em sacos de lixo em operação sobre fraude no INSS

Nova fase da investigação mira descontos irregulares em aposentadorias e pensões em quatro estados e no DF

Publicado em 27 de maio de 2026 às 14:37

Nova fase da investigação mira descontos irregulares em aposentadorias e pensões em quatro estados e no DF
Nova fase da investigação mira descontos irregulares em aposentadorias e pensões em quatro estados e no DF Crédito: Reprodução

Nesta quarta-feira (27), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram mais uma fase da operação que investiga fraudes em benefícios do INSS e apreenderam pilhas de dinheiro escondidas em sacos de lixo durante as buscas realizadas em Pernambuco. A suspeita é de que associações e empresas tenham aplicado descontos indevidos em aposentadorias e pensões sem autorização dos beneficiários.

Ao todo, a operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, cerca de R$ 287 mil em dinheiro vivo foram encontrados com o irmão de Rogério Soares de Souza, investigado por ligação com uma das entidades suspeitas de participar do esquema.

De acordo com os investigadores, Rogério também teria conexões com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos nomes ligados às apurações.

As ordens judiciais da operação foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A investigação busca aprofundar possíveis relações entre os alvos da ação e organizações criminosas envolvidas em fraudes contra aposentados e pensionistas.

Entre os investigados estão Rogério Soares de Souza, Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Douglas Caetano, Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Everaldo Felício de Macedo Junior.

A operação também mira entidades associativas suspeitas de participação nas irregularidades, como a Unibap, em Brasília, além da Abenprev-SP, Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Aasap e Aandapp. Ex-servidores do INSS também são investigados.

Segundo a PF, há indícios de ocultação e dilapidação patrimonial para esconder bens e dificultar o bloqueio de recursos obtidos ilegalmente. Durante as diligências, os agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que devem ajudar a rastrear o fluxo financeiro do esquema e identificar possíveis novos envolvidos.