Publicado em 25 de maio de 2026 às 18:37
Agentes da Polícia Federal (PF) apreenderam uma peça arqueológica rara de origem pré-colombiana em um apartamento de alto padrão no bairro do Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. A ação ocorreu após denúncia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre suposta venda irregular em leilão virtual.>
A peça, que ainda está em processo de análise técnica, teria sido oferecida em plataforma de leilões online. Segundo investigadores, o artefato possui alto valor histórico e cultural, possivelmente originário de civilizações andinas ou mesoamericanas. Sua exportação ou comercialização sem autorização é proibida pela legislação brasileira.>
A operação foi deflagrada nesta segunda-feira (25). Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão no imóvel, avaliado em milhões de reais. Até o momento, não há informações sobre prisões. O proprietário do apartamento está sendo investigado por possível receptação de bem cultural e violação da Lei de Crimes contra o Patrimônio Cultural (Lei 9.605/1998).>
Denúncia do Iphan>
O Iphan informou que monitorava o leilão virtual há semanas. A instituição enviou alerta à Polícia Federal após identificar indícios de irregularidade na venda da peça, que não possuía documentação de origem legal nem autorização para comercialização.>
“Peças pré-colombianas são patrimônio da humanidade e não podem circular como mercadorias comuns. A atuação rápida evitou que esse bem fosse tirado do país”, afirmou um técnico do Iphan, sob reserva de nome.>
Investigação em andamento>
A PF abriu inquérito para apurar o caminho percorrido pela peça até chegar ao Leblon. Investigadores querem saber se o artefato foi contrabandeado ou roubado de sítios arqueológicos na América Latina e como entrou no Brasil.>
Especialistas consultados pela reportagem destacam o crescente mercado ilegal de artefatos pré-colombianos, que movimenta milhões de dólares anualmente em leilões internacionais, muitas vezes com uso de plataformas digitais e identidades falsas.>
A peça apreendida será encaminhada para análise no Laboratório de Arqueologia do Iphan ou em instituição parceira para confirmação de autenticidade, datação e origem exata.>
A Polícia Federal e o Iphan não divulgaram imagens do objeto para preservar a investigação.>
Com informações do portal Metrópoles>