Publicado em 9 de outubro de 2026 às 11:31
A Polícia Federal (PF) dividiu em duas frentes a investigação sobre o incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, na noite de quarta-feira (7). O trabalho busca identificar tanto a origem das chamas quanto a sequência de acontecimentos que antecederam o incêndio.>
Segundo informações divulgadas, a investigação inclui perícia no edifício e apuração dos fatos que ocorreram antes do fogo. O inquérito foi instaurado na quinta-feira (8), quando equipes de perícia e investigação foram enviadas ao campus.>
De acordo com o delegado regional executivo da PF em Pernambuco, Rodrigo Bastos, a entrada dos peritos depende de medidas de escoramento e reforço da estrutura, para garantir a segurança durante os trabalhos. Um primeiro levantamento interno foi realizado com o auxílio de um robô, e equipes especializadas do Instituto Nacional de Criminalística foram mobilizadas.>
Ameaças nas redes sociais também são apuradas>
Além das causas do incêndio, a PF apura a circulação de possíveis ameaças contra a comunidade acadêmica. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, afirmou que a universidade acionou a corporação após mensagens com ameaças de ataques circularem nas redes sociais.>
Segundo as informações divulgadas pela Agência Estado, suspeitos foram ouvidos na quinta-feira, e outros depoimentos estavam previstos para sexta-feira (9). Até o momento, não há conclusão pública que estabeleça relação entre as ameaças e o incêndio. A investigação deverá esclarecer se existe alguma conexão.>
Fogo destruiu laboratórios e pesquisas>
O incêndio atingiu o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), localizado na Cidade Universitária, na zona oeste do Recife. O edifício abrigava laboratórios das áreas de fármacos, genética, informática e computação, além de estruturas voltadas à pesquisa e ao desenvolvimento de medicamentos.>
O combate às chamas mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros durante a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta. Não houve registro de pessoas feridas.>
O reitor estima que os prejuízos cheguem a aproximadamente R$ 100 milhões, considerando equipamentos, materiais e estruturas científicas destruídos. A universidade também perdeu amostras e dados acumulados ao longo de anos, afetando pesquisas de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado.>
MEC anuncia apoio à universidade>
Após o incêndio, o Ministério da Educação informou que acompanha o caso e presta apoio à instituição. Conforme informações da Agência Estado, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou cerca de R$ 28 milhões para a construção de um novo prédio, além de medidas para repor equipamentos e garantir a continuidade das bolsas dos pesquisadores afetados.>
A causa do incêndio ainda não foi oficialmente determinada. A conclusão dependerá dos exames periciais e do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.>
Texto por Pedro Moraes.>