Publicado em 5 de novembro de 2026 às 09:45
A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Polaridade, criada para desarticular uma rede criminosa especializada na liberação fraudulenta de armas de fogo e munições. O esquema beneficiava falsos Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) por meio de esquemas de corrupção em processos administrativos.>
A ofensiva mobilizou os agentes em cumprimento a dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal. As diligências ocorreram nos municípios fluminenses de Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda, contando com o suporte da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.>
As investigações apontam o envolvimento direto de agentes das forças de segurança. Entre os alvos das medidas judiciais estão dois policiais militares da ativa e um militar da Marinha do Brasil. O integrante da Marinha acabou preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo.>
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os federais apreenderam um verdadeiro arsenal: sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de diversos dispositivos eletrônicos que passarão por perícia técnica para alimentar as investigações.>
De acordo com as apurações da PF, o grupo contava com a facilitação interna de um funcionário terceirizado. Pessoas interessadas em burlar as exigências legais para a compra de armamento realizavam pagamentos indevidos diretamente ao trabalhador. Em troca do suborno, o intermediador garantia a aprovação e liberação irregular dos processos administrativos, violando a legislação vigente de controle de armas no país.>