Publicado em 5 de agosto de 2026 às 08:54
Uma megaoperação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta quarta-feira (5) mirou o coração de uma sofisticada organização criminosa dedicada ao tráfico internacional e interestadual de armamento pesado. Batizada de Operação Trama de Aço, a ação mobilizou mais de 50 policiais federais para o cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. O objetivo principal da ofensiva foi desarticular toda a engrenagem logística do grupo, que trazia fuzis, pistolas e munições da fronteira com o Paraguai para abastecer facções violentas e quadrilhas especializadas em grandes assaltos.>
As apurações da PF revelaram que a capital paranaense, Curitiba, desempenhava um papel central na rota do crime, funcionando como o grande entreposto para guardar e redistribuir as cargas ilícitas. A organização controlava todas as etapas do processo: desde a compra do armamento em território paraguaio até o recrutamento de transportadores conhecidos no meio policial como "mulas", que levavam o material escondido até os centros urbanos. A partir da análise minuciosa de prisões em flagrante antigas e apreensões anteriores, os investigadores mapearam não apenas a logística das rotas, mas também quem chefiava o recrutamento e movimentava o dinheiro do esquema.>
O destino final da maior parte desse arsenal eram facções criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro. Contudo, o rastro de violência do grupo também deixou marcas no próprio Paraná. Segundo a PF, parte do armamento contrabandeado foi direcionada para quadrilhas envolvidas em assaltos de altíssima gravidade contra o patrimônio, como o ataque com explosivos a uma agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Itaperuçu, ocorrido em 2024.>
Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta terça feira, os agentes federais focaram na apreensão de novas armas, aparelhos eletrônicos, mídias digitais e documentos que ajudem a identificar outros integrantes e ramificações da rede. Os alvos da operação poderão responder judicialmente pelos crimes de tráfico internacional e interestadual de armas de fogo e integração de organização criminosa, além de outros delitos que venham a ser confirmados com o avanço da perícia no material recolhido.>