PF descobre terceiro apartamento, com malas vazias, ligado a ex-presidente do Rioprevidência

O imóvel integra a investigação que apura o desvio de R$ 970 milhões do fundo de previdência dos servidores estaduais

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 17:22

O imóvel integra a investigação que apura o desvio de R$ 970 milhões do fundo de previdência dos servidores estaduais.
O imóvel integra a investigação que apura o desvio de R$ 970 milhões do fundo de previdência dos servidores estaduais. Crédito: Reprodução

A Polícia Federal localizou um terceiro apartamento usado como base clandestina pelo ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. O imóvel integra a investigação que apura o desvio de R$ 970 milhões do fundo de previdência dos servidores estaduais.

Segundo a PF, além do apartamento onde Deivis morava e de outro alugado no mesmo prédio, o novo imóvel funcionava como um ponto estratégico para movimentação e ocultação de valores. No local, os agentes encontraram quatro malas vazias e grande quantidade de elásticos usados para organizar maços de dinheiro, indícios de que o espaço foi esvaziado às pressas.

A investigação aponta que o apartamento foi abandonado pouco antes da operação, levantando a suspeita de uma tentativa de fuga e destruição de provas. Deivis acabou sendo preso em Itatiaia, no interior do estado, sob a acusação de obstruir as investigações e ocultar evidências de corrupção.

O ex-gestor é investigado por autorizar, de forma fraudulenta, investimentos de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master, operação que está no centro do esquema apurado pela PF.

A Operação Carbono Oculto avança sobre a estrutura usada pela antiga cúpula do Rioprevidência para esconder recursos desviados de aposentados e pensionistas, revelando um esquema sofisticado de movimentação de dinheiro e uso de imóveis como bases clandestinas.