Publicado em 1 de abril de 2026 às 08:28
Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União mobilizou agentes na manhã desta quarta-feira (1º) para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos ligado à Prefeitura de Serrinha, no interior da Bahia. A investigação mira contratos de locação de veículos firmados ao longo de sete anos e aponta indícios de fraude em licitações, superfaturamento e repasses ilegais a agentes públicos.>
Segundo as apurações, os contratos sob suspeita teriam sido celebrados entre 2017 e 2024 e, de acordo com os investigadores, teriam sido direcionados para favorecer uma empresa específica. A suspeita é de que o processo licitatório tenha sido manipulado com a participação de integrantes da administração municipal, servidores e representantes da empresa beneficiada.>
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Serrinha, Santaluz, Araci, Salvador e Feira de Santana. Durante as diligências, os agentes recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e quantias em dinheiro, materiais que agora passam por perícia para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis envolvidos.>
A linha investigativa aponta ainda que parte dos valores desviados teria origem em contratos com preços acima do mercado e em cobranças por serviços que, na prática, não teriam sido executados. Conforme a Polícia Federal, os recursos eram posteriormente redistribuídos entre servidores e gestores, tanto por transferências bancárias quanto por pagamentos em espécie.>
Outro ponto que chama atenção na investigação é o envolvimento do proprietário da empresa alvo da operação. Conforme informado pela PF, ele já ocupou o cargo de prefeito em um município da região e atualmente exerce mandato como deputado na Assembleia Legislativa da Bahia.>
O material apreendido será fundamental para esclarecer a extensão do suposto esquema, dimensionar o prejuízo aos cofres públicos e verificar a eventual participação de novos agentes públicos e privados. Casos desse tipo, segundo órgãos de controle, costumam envolver crimes como fraude à licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.>