PF investiga suposta saída de Flávio Bolsonaro do país após alerta da imprensa argentina

Reportagem argentina indicava voo do senador para o exterior, mas aliados desmentem e parlamentar afirma que vai prestar esclarecimentos à Justiça no Brasil.

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 09:38

Senador Flávio Bolsonaro (PL).
Senador Flávio Bolsonaro (PL). Crédito: Reprodução/Charles Vieira

O ambiente político brasileiro amanheceu agitado por uma onda de boatos sobre a paradeiro do senador Flávio Bolsonaro (PL). A controvérsia ganhou força após o portal argentino Infobae noticiar que o parlamentar teria deixado o Brasil na madrugada desta terça-feira (27) em um jatinho particular rumo aos Estados Unidos, fazendo uma escala estratégica em Puerto Iguazú, na Argentina.

Diante da repercussão, a Polícia Federal entrou em ação para apurar os fatos. Em uma primeira checagem nos sistemas de controle, a PF identificou que o parlamentar não registrou saída por nenhum posto regular de migração brasileira. Para esclarecer se o parlamentar de fato ingressou em solo vizinho por vias alternativas, as autoridades brasileiras acionaram os órgãos de segurança da Argentina.

Nos bastidores do Congresso e da campanha, aliados reagiram prontamente para desmentir a suposta viagem. O senador Rogério Marinho assegurou que o colega continua no país, enquanto o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten rechaçou o relato como fake news. Para além das declarações, ferramentas aéreas como o Flightradar24 captaram apenas a rota de um avião Gulfstream G400 vindo de Buenos Aires, sem confirmação de itinerário seguinte.

A turbulência ocorre no exato momento em que o parlamentar precisa prestar contas ao Supremo Tribunal Federal. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de um Inquérito sobre lavagem de dinheiro ao lado do advogado Willer Tomaz, Flávio foi intimado a entregar seus passaportes comum e diplomático dentro do prazo estabelecido.

Em manifestação pública nas redes sociais, o senador descartou qualquer intenção de deixar o país e confirmou a entrega dos documentos exigidos. Ele atribuiu a restrição judicial a comentários feitos por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e reiterou que permanece no Brasil para apresentar sua defesa formal.