Estudante mexicana cria dispositivo que usa ondas sonoras para apagar o fogo

Jovem de 17 anos desenvolveu tecnologia experimental que pode extinguir pequenas chamas sem utilizar água ou produtos químicos

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 09:49

Jovem de 17 anos desenvolveu tecnologia experimental que pode extinguir pequenas chamas sem utilizar água ou produtos químicos
Jovem de 17 anos desenvolveu tecnologia experimental que pode extinguir pequenas chamas sem utilizar água ou produtos químicos Crédito: Reprodução Internet

Uma estudante mexicana de 17 anos chamou a atenção da comunidade científica ao desenvolver um dispositivo capaz de apagar pequenas chamas utilizando ondas sonoras. A invenção, batizada de Vortex Tech, foi criada por Ángela Karime Venegas Hernández, de Altamira, no estado de Tamaulipas, no México.

A tecnologia utiliza ondas sonoras de baixa frequência para interferir no processo de combustão. Em vez de lançar água, espuma ou substâncias químicas sobre o fogo, o equipamento provoca alterações no fluxo de ar ao redor das chamas, dificultando a manutenção da combustão.

O projeto foi desenvolvido como uma alternativa tecnológica para o combate inicial a incêndios e despertou interesse por explorar uma possibilidade diferente das técnicas tradicionais de extinção. A proposta também busca reduzir os resíduos deixados por alguns agentes utilizados em extintores convencionais.

O protótipo foi submetido a testes com pequenas chamas, demonstrando o potencial do uso do som como ferramenta auxiliar no combate ao fogo. A invenção, no entanto, ainda precisa passar por novas avaliações para comprovar sua eficácia em diferentes condições e ampliar suas possibilidades de aplicação.

A estudante também ganhou reconhecimento internacional com o projeto ao conquistar uma medalha de ouro em uma feira de ciência e invenções realizada na Indonésia, em outubro de 2026.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda é experimental e não substitui extintores certificados nem os equipamentos utilizados por profissionais em situações de emergência. O desenvolvimento de soluções desse tipo, porém, abre novas perspectivas para pesquisas sobre métodos alternativos de combate a incêndios.