Publicado em 9 de outubro de 2026 às 15:44
A Polícia Federal (PF) negou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, tenha prestado qualquer depoimento relatando repasses financeiros para uma produção audiovisual ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A corporação informou também que não recebeu da defesa do empresário nenhum anexo, documento ou informação contendo tais alegações.>
O posicionamento oficial ocorreu após reportagem da revista Veja noticiar que Vorcaro teria acordado o repasse de R$ 30 milhões para a realização de um filme sobre o presidente em troca de facilitação de acesso e negociações com fundos de pensão de estatais e servidores federais. De acordo com a publicação, o empresário teria afirmado ter negociado os valores com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, prevendo entregas em espécie ao Instituto Lula, e formalizado o relato em um anexo entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR).>
A campanha do presidente Lula contestou as informações publicadas, declarando que o suposto depoimento foi construído a partir de acusações sem comprovação, com o objetivo explícito de tumultuar o processo eleitoral.>
A PF confirmou o recebimento de uma notícia-crime acompanhada de pedido de providências urgentes para apurar os fatos relacionados à veiculação da matéria. A solicitação foi remetida à área técnica da corporação para a adoção das providências cabíveis de polícia judiciária. PF pontuou ainda que as propostas de acordo de colaboração premiada encaminhadas pela defesa de Vorcaro não foram homologadas por não atenderem aos requisitos previstos em lei, somando duas tentativas de delação rejeitadas.>
Em nota pública, a PGR declarou que as tratativas referentes a uma eventual delação premiada envolvendo Vorcaro ocorreram exclusivamente por meio de advogados constituídos pelo investigado. O órgão ministerial destacou que não houve qualquer interlocução direta do ex-banqueiro com representantes da PGR.>