Publicado em 22 de maio de 2026 às 23:29
Numa das negociações mais altas já vistas no mundo jurídico brasileiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) colocou na mesa uma condição dura e clara para seguir adiante com a delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro: quer R$ 60 bilhões devolvidos, e preferencialmente via Pix, ou seja, à vista.>
Após a Polícia Federal rejeitar a proposta inicial de Vorcaro (R$ 40 bilhões parcelados em 10 anos), a PGR endureceu o jogo. A mensagem é direta: não quer repetir o caso J&F, em que os irmãos Batista conseguiram renegociar e alongar o pagamento da multa bilionária por anos.>
Agora, o ex-dono do Banco Master, envolvido no escândalo de fraudes que culminou na liquidação do banco pelo Banco Central, subiu a oferta para R$ 60 bilhões. Mas o ritmo do pagamento segue sendo o principal ponto de atrito. A Procuradoria quer o dinheiro entrando rápido nos cofres públicos, sem parcelamentos longos que possam virar “dívida eterna”.>
A estratégia da PGR é clara: transformar a delação em um acordo que realmente compense os prejuízos causados ao sistema financeiro, estimados em dezenas de bilhões. Para os investigadores, só um pagamento substancial e imediato justificaria benefícios penais tão relevantes.>
Enquanto isso, Vorcaro tenta salvar o acordo. Depois da rejeição da PF, a bola agora está quase inteira com a PGR. Resta saber se ele topa o “Pix dos R$ 60 bi” ou se as negociações vão desandar de vez.>
Um dos maiores casos de delação da história recente do Brasil pode depender, literalmente, de uma transferência bancária monumental.>
Com informações do portal Metrópoles>