Piloto é preso dentro de avião em Congonhas sob suspeita de rede de abuso infantil

Investigação aponta atuação por quase oito anos em crimes de exploração sexual.

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 09:47

Piloto é preso dentro de avião em Congonhas sob suspeita de rede de abuso infantil
Piloto é preso dentro de avião em Congonhas sob suspeita de rede de abuso infantil Crédito: Reprodução/Redes sociais

Um piloto de 60 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (09), em uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, suspeito de integrar uma rede criminosa voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação policial ocorreu pouco antes da decolagem de um voo com destino ao Rio de Janeiro e foi registrada em vídeo.

A prisão faz parte da operação “Apertem os Cintos”, conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações apuram crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual e favorecimento da prostituição infantil. Segundo a polícia, o suspeito, identificado como Sérgio Antônio Lopes, já estava acomodado na cabine quando foi abordado pelos agentes.

De acordo com os investigadores, o piloto é apontado como participante de um esquema criminoso que teria funcionado por pelo menos oito anos. As apurações indicam que crianças e adolescentes eram levadas a motéis mediante o uso de documentos falsificados. O material reunido até o momento embasou a expedição de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

Durante a mesma operação, uma mulher de 55 anos também foi presa. Ela é suspeita de aliciar as próprias netas, com idades entre 10 e 14 anos, para encontros com o piloto, mediante pagamento. A polícia considera o caso um dos elementos centrais da investigação.

Além das prisões, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados a quatro investigados, localizados na capital paulista e no município de Guararema, na Região Metropolitana de São Paulo, onde o piloto residia. O objetivo é recolher dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam aprofundar as investigações.

O suspeito foi encaminhado à sede do DHPP, onde permanece à disposição da Justiça. Até a publicação desta matéria, a defesa não havia sido localizada. A reportagem procurou a Latam, a concessionária Aena, responsável pela administração do aeroporto, e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que ainda não se manifestaram sobre o caso.