Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital sem restrição de gênero e para todas as idades

Determinação da ANS entra em vigor em outubro e elimina a limitação anterior

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 13:46

Planos de saúde no Brasil passam a ser obrigados a cobrir o exame de mamografia digital para todas as pessoas.
Planos de saúde no Brasil passam a ser obrigados a cobrir o exame de mamografia digital para todas as pessoas. Crédito: José Cruz/Agência Brasil

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde no Brasil passam a ser obrigados a cobrir o exame de mamografia digital para todas as pessoas, desde que haja indicação médica, sem qualquer restrição de idade. A medida, anunciada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), altera a regra que limitava a obrigatoriedade do exame apenas a mulheres com idade entre 40 e 69 anos. Ao estabelecer a cobertura para "todas as pessoas", a resolução passa a incluir qualquer gênero, garantindo o direito ao exame também a pessoas não binárias.

A mudança teve origem em discussões da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), na qual a maioria dos integrantes argumentou que a mamografia digital já está consolidada como padrão de cuidado oncológico.

A comissão destacou que a restrição de idade anterior poderia atrasar ou prejudicar o acesso oportuno ao diagnóstico do câncer de mama. Segundo a ANS, a ampliação da cobertura também representa uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização e prevenção da doença.

Considerada a versão mais avançada do exame convencional, a mamografia digital possibilita a detecção precoce de alterações na mama antes mesmo de serem percebidas ao toque. O método oferece vantagens como menor tempo de exposição à radiação, menor tempo de compressão e o armazenamento das imagens em formato digital, facilitando o acompanhamento clínico por diferentes especialistas.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 73.610 novos casos da doença por ano, e o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento, reduzindo a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.