Publicado em 26 de maio de 2026 às 07:46
Quatro homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta segunda-feira (25), na região da Estrutural. Eles são acusados de integrar uma associação criminosa especializada no clássico "golpe do paco", uma armadilha que já fez pelo menos 10 vítimas na capital e no Entorno. A ação foi coordenada pelos agentes da 8ª Delegacia de Polícia, que monitoravam os passos do grupo após uma sequência de fraudes financeiras na região.>
O bando agia de forma muito ensaiada logo após as vítimas saírem de agências bancárias ou casas lotéricas. A farsa começava quando um dos criminosos deixava cair um envelope ou carteira cheia de dinheiro falso perto de alguém. Um segundo golpista, fingindo ser um pedestre comum, pegava o pacote junto com a vítima para criar um clima de cumplicidade. É aí que o primeiro elemento voltava agradecido, prometendo uma recompensa de R$ 400 pela honestidade.>
Para receber o agrado, a pessoa era orientada a ir até um suposto escritório por perto, mas com uma condição: não podia entrar portando bolsas ou celulares por motivos de segurança. Para convencer a vítima de que o negócio era seguro, o segundo golpista deixava seus pertences com ela e ia primeiro, voltando logo depois com notas de dinheiro nas mãos. Confiando na cena, a vítima entregava seus próprios bens (como documentos, cartões e celular) e ia buscar a recompensa, mas ao perceber o engano, os criminosos já tinham fugido com tudo.>
A engenharia do crime era bem dividida: um se passava pelo "distraído" que perdia o dinheiro, outro bancava o "bom cidadão" que achava o pacote, um terceiro guiava a vítima até a armadilha e o restante dava cobertura no carro de fuga. Nesta segunda-feira, os policiais flagraram o momento em que duas pessoas foram lesadas na Estrutural e, logo em seguida, o grupo viajou até Planaltina para fazer mais uma vítima com o mesmo método.>
A equipe da 8ª DP interceptou o veículo dos suspeitos logo após o ataque em Planaltina. No carro, os policiais recuperaram malas, celulares, cartões bancários e papéis das vítimas recentes, além de materiais de procedência duvidosa que sugerem a existência de outros lesados.>
O histórico do grupo impressiona pela reincidência: três dos detidos acumulam mais de 10 registros na polícia cada um, e o líder da ala ostenta mais de 25 indiciamentos e 15 ordens de prisão anteriores. Agora, todos responderão por organização criminosa e estelionato em investigações que se estendem por várias delegacias do DF e de outros estados.>