Polícia descarta eutanásia e investiga motivação de técnicos suspeitos de matar pacientes na UTI

As apurações indicam que os suspeitos se aproveitaram de falhas na rotina hospitalar para aplicar, sem autorização médica, medicamentos incompatíveis com o quadro clínico das vítimas

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 16:06

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou que as mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, tenham sido resultado de eutanásia ou de pedidos das famílias
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou que as mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, tenham sido resultado de eutanásia ou de pedidos das famílias Crédito: Reprodução 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou que as mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, tenham sido resultado de eutanásia ou de pedidos das famílias. Segundo os investigadores, ainda não há esclarecimento sobre a motivação dos técnicos de enfermagem suspeitos dos crimes, ocorridos em novembro e dezembro do ano passado.

As apurações indicam que os suspeitos se aproveitaram de falhas na rotina hospitalar para aplicar, sem autorização médica, medicamentos incompatíveis com o quadro clínico das vítimas. Em um dos casos, houve ainda a aplicação intravenosa de desinfetante, substância altamente tóxica e sem qualquer uso permitido no organismo humano.

Três pacientes morreram: uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 e um homem de 33, todos internados na UTI. Imagens de câmeras de segurança e a análise de prontuários levaram à prisão de três ex-técnicos, que confessaram participação após serem confrontados com as provas.

A PCDF investiga diferentes hipóteses para o crime, incluindo violência deliberada e atuação em grupo, mas ressalta que nenhuma linha será confirmada sem provas. A investigação segue sob sigilo e apura se há outras vítimas.

O Hospital Anchieta informou que instaurou apuração interna, demitiu os envolvidos e comunicou o caso às autoridades e às famílias.

Com informações do Metrópoles