Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 17:20
Neste domingo (18), o diretor Kleber Mendonça Filho usou as redes sociais para esclarecer se o filme O Agente Secreto utilizou recursos da Lei Rouanet. A resposta viralizou ao rebater comentários sobre o financiamento da obra e reacendeu o debate sobre incentivos culturais no cinema brasileiro.>
O cineasta afirmou que nunca utilizou a Lei Rouanet em seus filmes, mas deixou claro que vê o mecanismo como positivo. Em tom direto, comentou que gostaria, inclusive, de usar a lei em um projeto futuro, destacando a importância do incentivo para a cultura no país.>
Apesar das críticas que surgiram nas redes, Kleber explicou que O Agente Secreto não poderia, de fato, ser financiado pela Lei Rouanet. Isso porque a legislação não permite o repasse de recursos para longas-metragens, apenas para produções de curta e média duração.>
O filme contou com apoio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio da Ancine, que destinou R$ 7,5 milhões ao projeto após aprovação em chamada pública em fevereiro de 2024. A produção ainda poderia receber cerca de R$ 4 milhões para a distribuição no Brasil, mas optou por não utilizar esse recurso.>
Com orçamento total de R$ 27,1 milhões, O Agente Secreto também teve investimentos da iniciativa privada brasileira, que somaram aproximadamente R$ 5,5 milhões. Além disso, a produção recebeu cerca de R$ 14 milhões em incentivos internacionais, vindos de países como França, Alemanha e Holanda.>
A fala de Kleber Mendonça Filho ajudou a esclarecer as diferenças entre os mecanismos de financiamento cultural e reforçou a importância de políticas públicas e parcerias internacionais para a viabilização do cinema nacional.>