Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 09:37
Nesta sexta-feira (6/2), a Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte de um dos adolescentes suspeitos de agredir e matar o cão comunitário Orelha, em Florianópolis. A medida também foi comunicada à Polícia Federal para impedir que o jovem deixe o país.>
O pedido foi feito no mesmo dia em que a corporação passou a ser alvo de críticas pela forma como vem conduzindo a investigação sobre a morte de Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, casos que causaram grande repercussão na capital catarinense.>
A condução do inquérito tem sido questionada por conta da falta de respostas claras e de mudanças frequentes nas versões apresentadas, o que evidenciou lacunas na apuração. Diante disso, a defesa dos suspeitos passou a apontar fragilidades nas provas reunidas até o momento.>
Em razão das inconsistências, o Ministério Público de Santa Catarina solicitou que a Polícia Civil apresente mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos fatos. A análise preliminar do inquérito, feita tanto pela 10ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, da área da Infância e Juventude, quanto pela 2ª Promotoria, da área criminal, apontou a necessidade de aprofundar as investigações.>
A defesa do adolescente indiciado também contestou diversas afirmações presentes na conclusão do inquérito, reforçando os questionamentos sobre a consistência das informações levantadas pela Polícia Civil.>