Polícia prende suspeitos de usar documentos militares falsos para comprar armas

A operação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Exército

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 09:37

A operação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Exército.
A operação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Exército. Crédito: Adobstock

Dois homens foram presos e um terceiro é procurado por suspeita de participação em um esquema de falsificação de documentos militares usados para comprar armas de fogo. A investigação identificou a criação de falsos cursos de formação de sargentos da reserva para emitir documentos que simulavam autorizações oficiais do Exército Brasileiro.

A operação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Exército. Cinco pistolas e um fuzil foram apreendidos, além de dezenas de documentos falsificados.

Segundo as investigações, o grupo organizava cursos preparatórios fictícios, com aulas presenciais e aplicação de provas, para dar aparência de legalidade à formação dos participantes. Ao final, eram emitidas falsas identidades militares e autorizações de compra de armamentos com assinaturas atribuídas a oficiais do Exército.

Os documentos eram apresentados em estabelecimentos comerciais credenciados para a aquisição de armas. O grupo também falsificava Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), exigidos para a retirada dos armamentos das lojas.

A investigação identificou a compra de cinco armas, avaliadas em aproximadamente R$ 50 mil. O material apreendido inclui quatro pistolas calibre .40, uma pistola 9 mm e um fuzil calibre 5,56 mm. Parte das armas ainda estava nas lojas quando o esquema foi descoberto, impedindo a entrega aos compradores.

Investigação

As apurações começaram há dois meses, após a prisão em flagrante de um homem que teria comprado uma pistola usando documentação falsa. A partir desse caso, os agentes identificaram outras aquisições realizadas com documentos que apresentavam o mesmo padrão de falsificação.

O Exército confirmou que as identidades militares e as autorizações de compra eram falsas. Além da prisão em flagrante inicial, outros dois suspeitos foram presos durante a operação. Um terceiro investigado permanece foragido.

A investigação continua para identificar os responsáveis pela organização dos cursos, pela falsificação dos documentos e possíveis outros envolvidos.

A Justiça do Rio de Janeiro também autorizou a destinação das cinco armas apreendidas para uso da Polícia Civil.