Prejuízo de carros atingidos por piche em SP pode passar de R$ 2 milhões

Mesmo quando há recuperação, os veículos sofrem desvalorização significativa por conta do histórico de dano

Publicado em 17 de março de 2026 às 19:06

Um dos carros atingidos pelo vazamento
Um dos carros atingidos pelo vazamento Crédito: Reprodução / Redes sociais

Dias após o vazamento de piche que atingiu carros estacionados em uma rua de São Paulo, o impacto financeiro do caso ainda repercute entre os proprietários. Ao todo, cerca de 12 veículos foram atingidos pelo material quente e viscoso após uma falha em um caminhão durante um serviço na via.

Embora não exista um valor oficial consolidado, estimativas de mercado indicam que o prejuízo pode ultrapassar a marca de R$ 2 milhões somando reparos, possível perda total ou desvalorização no mercado. Confira!

Entre os veículos atingidos estavam modelos de diferentes faixas de preço, incluindo uma Volkswagen Amarok, avaliada a partir de aproximadamente R$ 220 mil, um Nissan 370Z, esportivo raro que pode ultrapassar valores na faixa de R$ 300 mil a R$ 400 mil, e um Porsche Boxster S, que pode chegar próximo de R$ 1 milhão dependendo do ano e da versão. Só esses três veículos, juntos, já representam uma cifra que se aproxima ou supera a marca de R$ 1 milhão.

E ainda há os demais nove que também foram atingidos. Mesmo que todos sejam populares e estimarmos no valor de R$ 50 mil, teremos algo em torno de R$ 450 mil em caso de possível prejuízo total, mais desvalorização no mercado.

O problema vai além do valor de mercado. O piche é aplicado em temperaturas que podem chegar a 180°C, o que faz com que o material grude com facilidade e cause danos profundos. Em muitos casos, não se trata apenas de limpeza: há necessidade de repintura completa, troca de peças e, em situações mais graves, comprometimento de componentes.

Mesmo quando há recuperação, os veículos sofrem desvalorização significativa por conta do histórico de dano. Isso pesa ainda mais no caso de carros de maior valor, como esportivos e modelos premium, ampliando o prejuízo real dos proprietários.

O caso ainda causa debate sobre responsabilidade e indenização. Proprietários buscam ressarcimento pelos danos, enquanto relatos apontam que representantes ligados ao caminhão teriam questionado a obrigação de arcar com os prejuízos, alegando irregularidade no estacionamento.