Publicado em 16 de outubro de 2026 às 17:26
Por Rui Guilherme Filho - Belém (PA)>
Novas conversas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro mostram a interferência total do dono do Banco Master na imprensa brasileira. Nesta sexta-feira (16), o jornalista Paulo Figueiredo divulgou em sua conta no X (Antigo Twitter), prints associados a Vorcaro, onde levantaram suspeitas sobre possíveis pagamentos aos jornalistas Guilherme Amado, do Portal Metrópoles, e Reinaldo Azevedo, do Portal UOL e BandNews FM.>
No primeiro print, Vorcaro encaminhou uma mensagem para Fabiano Zettel, seu cunhado, sobre uma suposta cobrança da oitava parcela de um total de 12, de R$ 100 mil, endereçadas ao jornalista Reinaldo Azevedo: “Olá, preciso te contar sobre o banco super: última nota emitida foi em novembro, a oitava de doze, e não foi paga. Como imagino que esse dinheiro é seu de alguma maneira, achei por bem dedar…” diz um trecho. “Irmão, esse é aquele contrato do Reinaldo Azevedo”, concluiu o banqueiro.>
No segundo print, Vorcaro conversou com Flávio Carneiro, onde pedia para que Guilherme Amado fizesse uma reportagem atacando o pré-candidato ao governo do Distrito Federal, Ricardo Capelli (PSB), que também foi tema de outra intervenção, a CEO do Metrópoles, Lilian Tahan: “tem que pegar o platô (BR, portal de política) e moer esse capelli, isso o amado não faz não?”, perguntou Vorcaro.>
“Faz e tamo falando desde ontem, terça vou pra brasília alinhar isso no platô e no Correio (Braziliense, jornal de grande circulação em Brasília). Vamos desancar com esse desgraçado”, disse Carneiro.>
Outros escândalos estão sendo divulgados por interferências de Vorcaro na imprensa, além dos dois citados, há também denúncias de que a ex-comentarista da CNN Brasil, Gabriela Prioli, também sofreu intervenções em seu blog pessoal. Além dos escândalos envolvendo o próprio Metrópoles, e do, agora, ex-executivo do Grupo Globo, Frederic Kachar.>
Em postagem no X, Reinaldo Azevedo se pronunciou explicando que nunca recebeu dinheiro para escrever em favor do Master e nem conversou com Vorcaro e Zettel sobre qualquer tipo de interferência editorial. Também explicou que os pagamentos atribuídos no print eram de patrocínios do banco ao seu podcast “Reconversa” e todos os contatos foram feitos diretamente com a área comercial do projeto. No final do tweet, atacou Paulo Figueiredo o chamando de “Fascista” e “ex-presidiário”.>
Até o final desta reportagem, Guilherme Amado não se pronunciou sobre os prints divulgados.>