Psicólogo morre após denunciar racismo no Carnaval de Salvador

Horas antes de morrer, Manoel publicou nas redes sociais um relato de racismo que disse ter sofrido no Camarote Ondina, durante o Carnaval de Salvador.

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 14:21

Manoel Rocha Reis Neto
Manoel Rocha Reis Neto Crédito: Reprodução

O psicólogo e mestrando da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Manoel Rocha Reis Neto, de 32 anos, morreu na terça-feira (17), em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano. Ele chegou a ser socorrido pelo Samu, mas não resistiu. O corpo foi sepultado na quarta-feira (18), em Amargosa, sua cidade natal.

A Polícia Civil da Bahia registrou o caso como suicídio. Em nota, a Ufba lamentou a morte e se solidarizou com familiares e amigos. Manoel havia sido aprovado no mestrado da instituição no fim de janeiro e comemorou a conquista nas redes sociais, onde falou sobre os desafios superados até alcançar o objetivo.

Formado em psicologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ele também fez pós-graduação pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e participou de intercâmbio no Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal. Era reconhecido pela atuação profissional comprometida e pelo engajamento na promoção da saúde mental e na luta antirracista.

Horas antes de morrer, Manoel publicou nas redes sociais um relato de racismo que disse ter sofrido no Camarote Ondina, durante o Carnaval de Salvador. O espaço também divulgou nota de pesar e reafirmou compromisso com o combate a qualquer forma de discriminação.

Horas antes de morrer, Manoel publicou nas redes sociais um relato de racismo que disse ter sofrido no Camarote Ondina, durante o Carnaval de Salvador.
Horas antes de morrer, Manoel publicou nas redes sociais um relato de racismo que disse ter sofrido no Camarote Ondina, durante o Carnaval de Salvador. Crédito: Redes Sociais

Com informações do G1