Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 19:30
O Banco Central encaminhou na última semana ao Tribunal de Contas da União um relatório com o histórico que levou à liquidação extrajudicial do Banco Master. O documento atende a pedidos do Ministério Público junto ao TCU e de parlamentares da oposição, após questionamentos sobre a atuação da autoridade monetária.>
No relatório, o BC afirma que passou a acompanhar o banco de forma mais próxima desde 2019, diante do crescimento de operações consideradas atípicas. Segundo o órgão, em 2024 foram identificados graves problemas de liquidez, falhas no recolhimento do depósito compulsório e operações suspeitas com carteiras de crédito, incluindo negociações com o Banco de Brasília (BRB) usadas para mascarar a situação financeira da instituição. Esses pontos levaram à negativa da compra do Master pelo BRB.>
O Banco Central informou ainda que comunicou o Ministério Público sobre indícios de gestão fraudulenta e possíveis desvios em operações estimadas em R$ 11,5 bilhões. Apesar de tentar alternativas menos drásticas, como a redução gradual das atividades, o BC avaliou que a liquidação era necessária para proteger o sistema financeiro e os depositantes. A decisão foi unânime na diretoria do órgão.>
Paralelamente, o caso segue no Supremo Tribunal Federal. O ministro Dias Toffoli determinou que a Polícia Federal colha, na última terça-feira (30), os depoimentos do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos. Após as oitivas, caberá à PF decidir se haverá acareação entre os investigados.>