Publicado em 25 de agosto de 2026 às 11:29
O Tribunal do Júri da capital do Rio de Janeiro realiza nesta terça-feira (25) o julgamento de um caso que marcou a Zona Norte da cidade há quase onze anos. O sargento da Polícia Militar Carlos Fernando Dias Chaves senta no banco dos réus para responder pelas mortes de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17 anos. O crime ocorreu em outubro de 2015, na Pavuna, durante uma ação de patrulhamento conduzida por agentes do 41º BPM de Irajá.>
Na época dos fatos, o policial argumentou em seu depoimento que disparou contra a dupla porque teria confundido um macaco hidráulico, carregado por Jorge na garupa da motocicleta, com uma arma de fogo. Os disparos atingiram os dois jovens pelas costas, causando suas mortes ainda no local do incidente. O caso gerou forte comoção na época, resultando em protestos de moradores durante o velório de Tiago e exigindo respostas rigorosas das autoridades de segurança pública.>
A dinâmica do episódio foi destrinchada pela Polícia Civil por meio de uma reprodução simulada realizada em dezembro de 2015, diligência que chegou a mobilizar o Batalhão de Choque devido à tensão na região. Após o ocorrido, o sargento se apresentou espontaneamente na Delegacia de Homicídios para prestar esclarecimentos.>
No processo atual, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro atua como assistente de acusação, prestando suporte direto e representando juridicamente a família de Tiago na busca por responsabilização.>