Publicado em 27 de março de 2026 às 19:51
O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, voltou a ser preso nesta sexta-feira (27) em uma ação da Polícia Federal autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. A detenção ocorreu durante a terceira fase da Operação Unha e Carne, que também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao político.>
De acordo com a PF, essa etapa da operação cumpre medidas determinadas pelo STF dentro da ADPF 635 — a chamada “ADPF das Favelas” — que estabeleceu novas diretrizes para o enfrentamento e a investigação de grupos criminosos no Rio de Janeiro. Após ser levado para a Superintendência da PF na capital fluminense, Bacellar deve ser transferido para o sistema prisional estadual ainda nesta sexta-feira.>
A defesa do ex-parlamentar afirma não ter sido informada previamente sobre os motivos da nova ordem de prisão e classificou a medida como “indevida e desnecessária”. Segundo os advogados, Bacellar vinha cumprindo todas as cautelares judiciais impostas. A nova prisão ocorre no mesmo momento em que o Tribunal Superior Eleitoral decidiu cassar o mandato do deputado, em processo que também tornou inelegível o ex-governador Cláudio Castro (PL).>
Paralelamente ao avanço da operação, a Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar no último dia 16. Ele é acusado, junto com o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva — conhecido como TH Joias — e outras três pessoas, de tentar obstruir investigações ligadas ao Comando Vermelho. A denúncia afirma que o grupo atuou para atrapalhar a Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025, que mira uma estrutura criminosa envolvida em tráfico internacional de armas e drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.>