STF elege Dias Toffoli como ministro efetivo do TSE no lugar de Cármen Lúcia

Toffoli, que já atuava como ministro substituto do TSE desde 2022, passa agora a integrar o tribunal como titular.

Publicado em 13 de maio de 2026 às 18:37

(Ministro José Antonio Dias Toffoli)
(Ministro José Antonio Dias Toffoli) Crédito: Andressa Anholete - STF

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) elegeu nesta quarta-feira (13), o ministro José Antonio Dias Toffoli para ocupar a vaga de ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sucedendo a ministra Cármen Lúcia, que renunciou ao restante de seu mandato na Corte Eleitoral.

Toffoli, que já atuava como ministro substituto do TSE desde 2022, passa agora a integrar o tribunal como titular. A mudança segue o tradicional sistema de rodízio entre os ministros do STF na composição da Corte Eleitoral, composta por sete membros: três do Supremo, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas.

A saída de Cármen Lúcia foi antecipada para permitir uma transição mais tranquila rumo às Eleições Gerais de 2026. A ministra, que presidiu o TSE por dois mandatos, deixou o cargo nesta semana após sessão de despedida marcada por homenagens. Na terça-feira (12), o ministro Kassio Nunes Marques tomou posse como novo presidente do TSE, com André Mendonça como vice-presidente.

Toffoli deverá participar já da próxima sessão plenária do TSE, marcada para quinta-feira (14), inicialmente ainda na condição de substituto, com a posse como efetivo dependendo da formalização no STF.

Perfil de Toffoli no TSE

Toffoli não é novato na Justiça Eleitoral. Ele já integrou o TSE como ministro efetivo entre 2012 e 2016, tendo presidido a Corte durante as eleições presidenciais de 2014. Sua experiência prévia é vista como um diferencial em um ano eleitoral de alta relevância política.

Com a nova composição, o TSE terá a seguinte composição para o biênio:

• Presidente: Kassio Nunes Marques (STF)

• Vice-presidente: André Mendonça (STF)

• Terceiro ministro do STF: Dias Toffoli

Repercussão

A efetivação de Toffoli reforça a presença de ministros com trajetória no STF na condução das eleições de 2026, em um momento de atenção redobrada da sociedade para a integridade do processo eleitoral, segurança das urnas e combate à desinformação.

Com informações do portal Metrópoles