Publicado em 16 de julho de 2026 às 17:46
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou nesta quinta-feira (16) que está monitorando os impactos do vazamento de gás ocorrido no final da tarde de quarta-feira (15) em um dos tanques de monômero de estireno da unidade IV da empresa petroquímica Innova, no Distrito Industrial de Manaus.>
Em nota enviada à imprensa, a Suframa disse que está acompanhando “o desenrolar da situação” e que está exigindo “informações circunstanciadas sobre as medidas de contenção adotadas e sobre os efeitos da ocorrência na regularidade do projeto aprovado e nas condições de uso do lote”.>
De acordo com a Suframa, a empresa tem obrigação de tornar suas instalações seguras.>
“É preciso ressaltar que o Distrito Industrial de Manaus é espaço de competências compartilhadas e o protocolo de atuação a esse sinistro exige atuação coordenada das entidades públicas federais, estaduais e municipais”, esclarece.>
“Cabe à Suframa a administração dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, a análise dos projetos industriais e a gestão dos lotes de sua propriedade. A operação segura das instalações é obrigação da empresa, nos termos das licenças que detém e a apuração das causas e suas decorrências sanitárias, ambientais e de saúde ao trabalhador exigem apuração pelos órgãos e vias competentes, dos quais os resultados a Suframa atuará e acompanhará integralmente”, disse a superintendência na nota.>
O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, divulgou um vídeo em suas redes sociais afirmando que a autarquia acompanha a situação e reforça que a segurança das atividades industriais e a proteção da população são prioridades do órgão.>
“A preocupação da Suframa é com os trabalhadores que aqui labutam e com os trabalhadores que estão no entorno do Distrito Industrial. Todas as medidas necessárias e cabíveis no que diz respeito à avaliação das etapas produtivas e no que diz respeito à avaliação dos incentivos fiscais e no que compete à Suframa, a Suframa fará todo o suporte necessário”, explica no vídeo.>
Em entrevista nesta quinta-feira, Montenegro disse ainda ter sugerido que as empresas que operam no Distrito Industrial liberassem seus trabalhadores.>
“Institucionalmente, dentro da Suframa, os servidores hoje estão exercendo suas atividades de forma remota, como precaução", informou.>
No entanto, apesar de ainda haver um forte odor na região, trabalhadores de algumas das empresas que atuam no Distrito Industrial foram obrigados a trabalhar presencialmente.>
Alguns conversaram de forma anônima com a reportagem da Agência Brasil e confirmaram que tiveram que ir trabalhar.>
“(Está) funcionando normalmente, porém alguns funcionários passaram mal e foram liberados. Algumas fábricas no distrito também tiveram pessoas que passaram mal, com enjoo, olhos coçando, dor de cabeça, nariz escorrendo, etc”, contou o funcionário de uma empresa que fica cerca de dois quilômetros da Innova.>
Segundo esse funcionário, o cheiro do vazamento é “semelhante a thinner, tinta, um cheiro que não fedia muito, mas era sufocante, como ficar cercado de paredes que acabaram de ser pintadas”.>
Um outro funcionário de uma empresa que também opera na região relatou à Agência Brasil que por lá também o expediente de trabalho está normal.>
“Tentamos solicitar dispensa, mas disseram que deveríamos ir ao médico e trazer declaração de comparecimento”, disse.>
“Está tendo cheiro e vazamento, além disso percebemos que o retentor está comprimido. Estou sentindo fortes dores de cabeça”, reclamou o trabalhador.>
Para evitar maiores efeitos, ele contou estar fazendo uso de uma máscara facial, que levou por conta própria.>
O vazamento de gás ocorreu no final da tarde de quarta-feira (15) na região do Distrito Industrial. No entanto, o forte cheiro, semelhante ao de tinta, era percebido em diversos pontos da cidade, como no centro da capital, próximo ao Teatro Amazonas.>
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o vazamento teve início por volta das 17h36 e foi controlado. Ele ocorreu em um dos tanques da empresa e foi ocasionado pelo próprio sistema de segurança do tanque para evitar que uma explosão acontecesse.>