Técnico de enfermagem matou pacientes ao injetar desinfetante em duas vítimas

Segundo a investigação, um técnico de enfermagem injetou cloreto de potássio e desinfetante diretamente na veia das vítimas, provocando paradas cardíacas sucessivas

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 12:44

Segundo a investigação, um técnico de enfermagem injetou cloreto de potássio e desinfetante diretamente na veia das vítimas, provocando paradas cardíacas sucessivas
Segundo a investigação, um técnico de enfermagem injetou cloreto de potássio e desinfetante diretamente na veia das vítimas, provocando paradas cardíacas sucessivas Crédito: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de pelo menos três pacientes no Hospital Anchieta, causada pela aplicação criminosa de substâncias letais dentro da UTI. Segundo a investigação, um técnico de enfermagem injetou cloreto de potássio e desinfetante diretamente na veia das vítimas, provocando paradas cardíacas sucessivas.

O principal suspeito é Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, preso temporariamente. De acordo com a polícia, ele contou com a participação de duas técnicas de enfermagem, que também estão presas. A apuração busca identificar se há mais vítimas.

As mortes ocorreram entre os dias 17 de novembro e 1º de dezembro. Entre as vítimas estão Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, e João Clemente Pereira, de 63, que sofreram várias paradas cardíacas após receberem as substâncias. A terceira vítima é o carteiro Marcos Raymundo Moreira, que morreu após uma injeção aplicada pelo mesmo técnico.

Imagens das câmeras de segurança da UTI mostram o momento em que o suspeito aplica os produtos, inclusive sem prescrição médica. A perícia aponta que o desinfetante causou choque circulatório imediato, levando à morte dos pacientes.

Em depoimento, Marcos Vinicius confessou os crimes após ser confrontado com as imagens, mas não apresentou uma motivação plausível. As duas técnicas presenciaram as aplicações e não impediram a ação, segundo a polícia.

O Hospital Anchieta afirmou que repudia os atos criminosos, se solidariza com as famílias das vítimas e disse que colaborou integralmente com as investigações. O caso segue sob apuração, em sigilo.