Publicado em 23 de março de 2026 às 18:21
O tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Costa Neto, de 53 anos, acusado de matar a própria esposa, também passou a ser investigado por assédio sexual contra uma policial da corporação.
>
A denúncia foi feita por uma PM que preferiu não ter a identidade revelada por medo de retaliação. Segundo o relato, o caso aconteceu no segundo semestre do ano passado, quando o oficial ainda era casado com a policial militar Gisele Alves Santana.>
Em depoimento, a vítima afirmou que o tenente-coronel tentou beijá-la à força. Após recusar as investidas, ela diz que sofreu represália e acabou sendo transferida de batalhão.>
De acordo com o advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, o oficial teria insistido diversas vezes: ele tentou se aproximar da policial e chegou a constrangê-la em diferentes situações.>
O caso será investigado pela Corregedoria da Polícia Militar.>
Além dessa denúncia, o tenente-coronel já havia sido acusado de assédio moral contra pelo menos quatro policiais mulheres em 2022, quando comandava outra unidade. Na época, ele negou as acusações e afirmou que as agentes teriam espalhado rumores sobre um suposto relacionamento entre ele e Gisele — o que ambos também negavam.>
Apesar das denúncias, ele não foi punido naquele momento. Em outro caso, uma policial do mesmo batalhão processou o Estado de São Paulo por assédio moral e recebeu uma indenização de R$ 5 mil.>
O caso ganhou ainda mais repercussão após o programa Fantástico divulgar novas imagens do oficial depois do disparo que matou Gisele.>
Segundo a defesa da família da vítima, a prisão do tenente-coronel e o avanço das investigações trouxeram algum alívio aos familiares.>
Com informações do G1>