USP aponta possível relação entre tremores sentidos em Belém e terremotos na Venezuela

A Prefeitura de Belém evacuou temporariamente alguns prédios nos bairros Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira para avaliações técnicas.

Publicado em 24 de junho de 2026 às 22:46

(Prédios foram evacuados após moradores sentirem tremores, em Belém) 
(Prédios foram evacuados após moradores sentirem tremores, em Belém)  Crédito: Reprodução 

O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) informou na noite desta quarta-feira (24), que os tremores relatados por moradores de Belém estão relacionados aos dois fortes terremotos registrados na Venezuela.

Conforme os sismólogos, os eventos ocorreram em sequência, ambos com magnitude superior a 7 e profundidade rasa, características que favorecem a propagação de ondas de superfície por longas distâncias. Essas ondas sísmicas puderam ser percebidas em Belém e em outras localidades da Região Norte do Brasil.

“Os eventos tiveram magnitude superior a 7 e foram rasos, o que facilita a propagação das ondas de superfície por grandes distâncias”, explicou o centro. Os tremores foram sentidos principalmente por pessoas que estavam em edifícios mais altos, em andares elevados ou em ambientes silenciosos e tranquilos.

Avaliação técnica

Os especialistas destacam que a confirmação definitiva da relação entre os terremotos venezuelanos e os relatos em Belém depende da comparação precisa entre os horários em que os moradores sentiram os abalos e o momento exato dos eventos sísmicos na Venezuela.

A informação tranquiliza a população, pois descarta a ocorrência de um tremor local de origem tectônica na região amazônica. A Defesa Civil de Belém e do Pará segue monitorando a situação em conjunto com a Prefeitura.

Medidas preventivas

Por precaução, a Prefeitura de Belém evacuou temporariamente alguns prédios nos bairros Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira para avaliações técnicas. Estabelecimentos como a Pizzaria do Jegue, no Umarizal, interromperam o atendimento por segurança.

As autoridades orientam a população a manter a calma, evitar pânico e ficar atenta apenas aos canais oficiais de comunicação.

O Centro de Sismologia da USP e os órgãos de Defesa Civil continuam acompanhando a atividade sísmica na Venezuela e eventuais réplicas que possam gerar novos reflexos na Região Norte.