Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 10:47
Uma ação da Polícia Federal, realizada nesta quinta-feira (05), colocou no centro das investigações a comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento anunciados pela internet e redes sociais. A ofensiva, batizada de Operação Esculápio, tem como principal alvo uma estudante de medicina, apontada como responsável por dar aparência de legitimidade à venda dos produtos.>
Por determinação da 9ª Vara Federal de Curitiba, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana da capital paranaense. No local, os policiais recolheram materiais que devem auxiliar no avanço das investigações.>
As apurações começaram a partir de uma denúncia anônima, que relatava a oferta de medicamentos de uso controlado, importados de forma irregular e sem qualquer autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a PF, a divulgação ocorria principalmente em ambientes virtuais, com entrega direta aos compradores, sem exigência de receita médica.>
De acordo com os investigadores, a suspeita cursa medicina no Paraguai e utilizava essa ligação com a área da saúde para transmitir confiança aos consumidores. Entre os itens negociados estariam as chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos originalmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2, mas que vêm sendo usados de maneira indiscriminada para perda rápida de peso.>
A Polícia Federal aponta indícios de importação irregular, armazenamento e comercialização de medicamentos sem autorização sanitária, prática que configura crime e pode resultar em pena de até 15 anos de prisão, conforme a legislação brasileira.>
Além do aspecto criminal, a PF faz um alerta sobre os riscos à saúde associados à compra de medicamentos por vias informais. Produtos sem procedência comprovada podem ser falsificados, adulterados, transportados de forma inadequada ou conter substâncias perigosas. O uso sem acompanhamento médico também pode provocar efeitos graves, como alterações cardíacas, problemas gastrointestinais, episódios de hipoglicemia e, em situações extremas, levar à morte.>
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis fornecedores, compradores e a extensão da rede de comercialização ilegal.>