Vereador Senival Moura, do PT, é preso novamente em investigação sobre esquema ligado ao PCC

O parlamentar é suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro no setor de transporte público.

Publicado em 28 de outubro de 2026 às 16:03

O parlamentar é suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro.
O parlamentar é suspeito de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso novamente nesta quarta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que apura a possível atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital. A investigação envolve suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionadas à empresa Transunião Transportes S.A.

A ação foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, a Justiça autorizou sete prisões preventivas, e cinco mandados foram cumpridos. Os agentes também apreenderam carros de luxo, joias e dinheiro em espécie. Além disso, foram determinadas medidas para bloquear bens vinculados a 136 CPFs e CNPJs e sequestrar imóveis.

Os investigadores apuram se a estrutura da Transunião foi usada para movimentar e ocultar recursos de origem suspeita. A apuração também busca identificar possíveis sócios ocultos e esclarecer a participação de pessoas ligadas ao PCC na gestão da empresa e em suas operações financeiras.

Esta é a segunda prisão de Senival no âmbito do caso. O parlamentar já havia sido detido em junho, durante a Operação Última Parada, mas foi solto em agosto, por decisão judicial. Em outubro, o Ministério Público denunciou o vereador e outras 20 pessoas por suposta participação no esquema investigado.

A empresa Transunião recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos em 2025 para operar linhas de ônibus na capital paulista, conforme informações divulgadas pela imprensa. A investigação procura esclarecer se a estrutura empresarial e os recursos movimentados foram utilizados em benefício de integrantes da organização criminosa.

A defesa de Senival Moura contesta a nova prisão e afirma que a decisão não apresenta fundamentação concreta suficiente. O caso segue sob investigação, e as suspeitas atribuídas ao parlamentar ainda dependem de análise judicial.