Vídeo: Motorista de app é investigado por usar histórias comoventes para conseguir dinheiro de passageiros

Motorista é suspeito de usar relatos comoventes para sensibilizar passageiros e conseguir transferências em dinheiro

Publicado em 7 de agosto de 2026 às 12:34

Motorista é suspeito de usar relatos comoventes para sensibilizar passageiros e conseguir transferências em dinheiro
Motorista é suspeito de usar relatos comoventes para sensibilizar passageiros e conseguir transferências em dinheiro Crédito: Reprodução 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um motorista de aplicativo suspeito de aplicar um golpe utilizando histórias tristes para convencer passageiros a fazerem doações em dinheiro. O caso veio à tona após uma mulher denunciar ter sido enganada durante uma corrida com saída de Vicente Pires.

Segundo a passageira, o motorista contou que enfrentava uma série de dificuldades financeiras e familiares. Ele teria relatado que a esposa, grávida, precisou retirar o útero após complicações médicas, além de afirmar que estava endividado, morando em um carro emprestado e sem condições de pagar o aluguel.

Sensibilizada com a situação, a mulher transferiu R$ 400 ao motorista. De acordo com ela, ao receber o valor, ele agradeceu e afirmou que apenas estava desabafando, sem pedir ajuda diretamente.

Após compartilhar a história nas redes sociais, a passageira recebeu mensagens de outras pessoas que disseram ter passado por situações semelhantes com o mesmo motorista. Em vários relatos, as supostas dificuldades narradas por ele mudavam, embora o objetivo fosse o mesmo: obter ajuda financeira dos passageiros.

O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro. Segundo o delegado Victor Dan, pelo menos seis boletins de ocorrência com características parecidas já foram formalizados em diferentes regiões do Distrito Federal.

Durante as investigações, uma das supostas vítimas informou à polícia que o motorista também atuaria como pastor em uma igreja localizada em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás. A informação ainda está sendo apurada.

A Polícia Civil orienta que outras pessoas que tenham feito transferências ou se sintam lesadas procurem uma delegacia para registrar ocorrência e contribuir com as investigações.

Com informações do G1