Publicado em 21 de agosto de 2026 às 17:29
Uma professora de 25 anos denunciou um instrutor de academia por assédio após ser agarrada à força e mordida no ombro durante um treino, em uma academia, na Zona Norte do Recife (PE).>
Nas imagens gravadas por uma câmera de segurança do estabelecimento, a mulher aparece encostada numa rampa enquanto o instrutor se aproxima. Ela baixa a cabeça e o homem a segura pela cintura. A vítima balança a cabeça com sinal negativo e tenta se desvencilhar, mas o instrutor a agarra e morde nas costas. Depois, a derruba nos próprios braços.>
No vídeo também é possível ver quando ele a solta, e a mulher sai andando, pega um papel e limpa o local da mordida.>
Instrutor segue trabalhando no local>
O caso aconteceu no dia 19 de maio e foi denunciado à polícia no dia 22 do mesmo mês. Mas na última quarta-feira (19), segundo a denunciante, o homem acusado voltou a trabalhar na academia onde ocorreu o caso.>
Em uma entrevista ao portal g1, a mulher contou que malhava no local há cerca de um ano, e o instrutor já atuava no local e, segundo ela, costumava ter atitudes desagradáveis com ela.>
"Ele passava a mão nas minhas costas e falava coisas para o meu lado e eu nunca dei cabimento, porque eu não conhecia ele. Aí ele dizia 'é resenha'", contou a vítima que pediu para não ter o nome revelado.>
No dia em que foi mordida, a professora contou que estava praticando um exercício quando foi corrigida pelo instrutor, que depois foi em direção a ela e cometeu o ato.>
"Ele disse 'deixa eu te dar um abraço' e eu respondi 'não, me dê um murrinho [na mão], não me abrace, não'. Ele veio, me agarrou sem meu consentimento e mordeu minhas costas. Eu fiquei muito estressada, ele notou e disse que era uma brincadeira. Na hora, eu fiquei sem forças, sem reação", disse a professora.>
A denúncia foi levada a dona do estabelecimento, que informou que iria afastar o funcionário. A professora contou que não viu o homem acusado de tê-la assediado por 3 meses mas, na quarta-feira (19), foi malhar num horário não usual e encontrou o instrutor.>
Ela contou ainda, que não tinha divulgado o vídeo porque não queria prejudicar terceiros. “A dona da academia disse que eu estava segura, que não iria mais vê-lo na academia, nem pelas redondezas, porque ele morava longe. Ontem, quando vi, ele estava lá, com a mesma roupa dos outros instrutores", contou.>
Segundo a academia, o instrutor não foi recontratado ou readmitido, mas que, profissionais da equipe precisaram se afastar por questões médicas e que a gestão tentou encontrar substitutos, mas não conseguiu, e por isso chamou o ex-funcionário "excepcionalmente para a cobertura de duas diárias".>
A Polícia Civil investiga a ocorrência como importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal.>