Virginia Fonseca e Adriane Galisteu enfrentam processo de R$ 324 mil movido por apostador

Ex-usuário da plataforma Betano acusa as famosas de promoverem falsas promessas de lucro fácil.

Publicado em 22 de maio de 2026 às 10:20

Virginia Fonseca e Adriane Galisteu enfrentam processo de R$ 324 mil movido por apostador
Virginia Fonseca e Adriane Galisteu enfrentam processo de R$ 324 mil movido por apostador Crédito: Reprodução/Redes sociais

O universo das apostas online voltou a colocar grandes nomes do entretenimento brasileiro no banco dos réus. A influenciadora digital Virginia Fonseca e a apresentadora Adriane Galisteu estão sendo processadas civilmente por um antigo usuário da plataforma Betano, chamado Eliudson de Lima Silva. O autor da ação alega ter sido fortemente induzido pelas campanhas publicitárias protagonizadas pelas artistas, que vendiam a ideia de um retorno financeiro rápido, seguro e sem complicações. O caso tramita na Justiça desde que foi ajuizado em junho de 2025.

A história por trás do processo revela um enorme drama pessoal. Eliudson, que estava desempregado no período, acabou investindo e perdendo R$ 56 mil dentro do site de apostas. Esse dinheiro, segundo ele, era a economia de uma vida inteira destinada à compra de sua casa própria. Em uma tentativa desesperada de recuperar o prejuízo, o homem chegou a pegar empréstimos financeiros, o que acabou afundando ainda mais suas finanças. Diante do prejuízo, ele agora exige uma indenização total de R$ 324 mil das famosas, montante que engloba danos morais, materiais e custos com advogados.

Na argumentação levada ao juiz, o apostador detalha o papel de cada uma na engrenagem de divulgação. Virginia é acusada de usar seu gigantesco alcance nas redes sociais para pintar um cenário de enriquecimento fácil e livre de riscos. Já Galisteu entrou na mira por atuar diretamente como embaixadora oficial da marca, vinculando sua credibilidade à empresa de jogos de azar.

Até o momento, o embate jurídico segue sem acordo. Uma audiência de conciliação foi agendada e realizada em novembro do ano passado, mas nenhum dos envolvidos ou representantes das rés compareceu ao tribunal. Eliudson também tentou uma liminar emergencial para bloquear R$ 585 mil das contas das famosas, mas o pedido foi negado pelo magistrado.

Essa não é a primeira vez que o nome de Virginia Fonseca se vê envolvido no olho do furacão das bancas digitais. No ano passado, a apresentadora do SBT viveu uma crise intensa ao romper seu vínculo com a Esportes da Sorte, outra gigante do setor. A quebra de contrato aconteceu logo após os desdobramentos da CPI das Bets, com direito a um pedido formal de indiciamento feito pela senadora Soraya Thronicke.

O preço para se desvincular do antigo mercado de jogos foi altíssimo. Para se livrar do contrato de publicidade e parar de postar os links de jogos em seu perfil, a influenciadora precisou arcar com uma multa rescisória estimada em R$ 30 milhões. Além do prejuízo financeiro, ela enfrentou um forte desgaste de imagem: durante o auge do barulho na CPI, Virginia chegou a perder cerca de um milhão de seguidores no Instagram devido às críticas do público, número que só foi recuperado tempos depois.

Na época em que prestou esclarecimentos, a loira admitiu o desgaste que a situação trouxe para sua carreira e confessou que os contratos com o setor precisavam ser revistos, declarando na ocasião que iria repensar suas atitudes. A nova ação judicial movida por Eliudson mostra que, mesmo após as reformulações na carreira das celebridades, os reflexos das antigas publicidades de cassinos virtuais continuam gerando dor de cabeça nos tribunais.