Publicado em 21 de outubro de 2026 às 13:40
O ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro, teria se disposto a apresentar documentos, conversas de WhatsApp e registros de movimentações financeiras para sustentar acusações de supostos pagamentos de propina a integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
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A iniciativa teria ocorrido durante as negociações entre a defesa do empresário e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para a formalização de um acordo de delação premiada. A proposta, no entanto, foi recusada pelo órgão, e as conversas não avançaram.>
O material mencionado incluiria informações sobre possíveis repasses financeiros relacionados a negócios com fundos de pensão de empresas estatais. Entre as alegações divulgadas estão supostos pagamentos para facilitar o acesso do Banco Master a investimentos institucionais. As acusações envolvem pessoas ligadas ao PT, mas não há comprovação pública de que os pagamentos tenham ocorrido nos termos relatados.>
A Polícia Federal (PF) e a PGR contestaram informações sobre o conteúdo atribuído à proposta de delação. Os órgãos afirmaram que Vorcaro não prestou depoimento sobre os fatos divulgados e que as propostas de colaboração apresentadas pela defesa não foram aceitas por não atenderem aos requisitos legais. A Procuradoria também ressaltou que as tratativas ocorreram por meio dos advogados do empresário, sem contato direto entre ele e representantes da instituição.>
Até o momento, portanto, as declarações atribuídas ao ex-banqueiro devem ser tratadas como alegações, e não como fatos comprovados. A rejeição da delação significa que a colaboração não foi formalizada nos termos propostos, mas não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a veracidade de cada acusação.>