Publicado em 22 de outubro de 2026 às 14:49
O advogado Willer Tomaz se manifestou nesta quarta-feira (21) sobre a reportagem do Jornal Nacional que mostrou uma sala-cofre encontrada pela Polícia Federal em um hangar utilizado por empresas de aviação ligadas a ele, no Aeroporto Internacional de Brasília.>
Em vídeo publicado nas redes sociais, Tomaz afirmou que a estrutura apresentada na reportagem não tem relação com armazenamento de dinheiro de origem ilícita. Segundo ele, a sala e os equipamentos fazem parte da operação de empresas que atendem transportadoras de valores.>
O advogado também destacou que nenhuma quantia em dinheiro foi encontrada pela Polícia Federal no local. Durante a operação, os agentes localizaram malas vazias, uma máquina de contar cédulas e uma estrutura interna gradeada e compartimentada.>
Segundo Tomaz, o transporte aéreo de numerário é uma atividade regulamentada e exige estruturas de segurança para o armazenamento e a movimentação dos valores. Ele afirma que os hangares possuem autorização para a realização desse tipo de serviço.>
A Polícia Federal, por outro lado, registrou em relatório que a estrutura encontrada era compatível com um ambiente destinado à custódia de valores. Os investigadores também analisam se aeronaves privadas podem ter sido utilizadas para movimentar dinheiro em espécie.>
Tomaz classificou como sem fundamento a suspeita de que a sala seria utilizada para guardar ou contar dinheiro de origem ilícita e afirmou que a existência do espaço, de malotes e de máquinas contadoras de cédulas é compatível com os serviços prestados pelas empresas.>
O advogado é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. Ele também é investigado, ao lado de Flávio Bolsonaro, em outro inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas a plataformas de apostas. Os dois negam irregularidades.>