Abertura da pesca do mapará movimenta comunidades ribeirinhas no Pará

A expectativa dos trabalhadores do setor é de uma safra produtiva

Publicado em 1 de março de 2026 às 13:56

(Pescadores em busca do mapará no primeiro dia de liberação da pesca) 
(Pescadores em busca do mapará no primeiro dia de liberação da pesca)  Crédito: Redes Sociais/Instagram 

A abertura oficial da pesca do mapará marca um dos períodos mais aguardados do calendário econômico e cultural no Pará. A liberação da captura da espécie ocorre neste domingo (1º) após o encerramento do período de defeso, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução e a preservação dos estoques naturais.

Tradicionalmente abundante em rios da região amazônica, especialmente na bacia do Tocantins, o mapará é uma das principais fontes de renda para pescadores artesanais e comunidades ribeirinhas. Municípios como Cametá, Limoeiro do Ajuru e Baião registram aumento significativo na atividade pesqueira logo nos primeiros dias da liberação.

Além do impacto econômico, a abertura da pesca também impulsiona o comércio local, com feiras, mercados e restaurantes ampliando a oferta do peixe, muito consumido na culinária paraense. Pratos à base de mapará, como o peixe frito e o cozido com açaí, ganham destaque nesta época do ano.

Órgãos de fiscalização reforçam que, mesmo com a liberação, é necessário respeitar regras como tamanho mínimo para captura e uso de equipamentos permitidos, evitando práticas predatórias que possam comprometer a sustentabilidade da espécie.

A expectativa dos trabalhadores do setor é de uma safra produtiva, que contribua para fortalecer a economia regional e garantir o sustento de milhares de famílias que dependem diretamente da atividade pesqueira.