Acusado pela morte da influenciadora Yasmin Fontes será julgado em agosto, em Belém

Júri popular está marcado para o dia 25 de agosto, quase quatro anos após a morte da estudante durante um passeio de lancha no rio Maguari.

Publicado em 14 de julho de 2026 às 18:36

O caso Yasmin continua sendo um dos crimes que mais mobilizam a opinião pública no estado.
O caso Yasmin continua sendo um dos crimes que mais mobilizam a opinião pública no estado. Crédito: Reprodução

O júri popular de Lucas Magalhães, acusado de envolvimento na morte da influenciadora digital e estudante de Medicina Veterinária Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, foi marcado para o dia 25 de agosto, no Fórum Criminal de Belém. O caso aconteceu em dezembro de 2021 e ganhou grande repercussão no Pará.

Yasmin desapareceu durante um passeio de lancha no rio Maguari, no dia 12 de dezembro daquele ano. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte, e a investigação concluiu que ela morreu por afogamento. Ao fim do inquérito, Lucas Magalhães, proprietário da embarcação, foi indiciado e posteriormente pronunciado para responder ao Tribunal do Júri por homicídio com dolo eventual.

A família da vítima afirma viver a expectativa pelo julgamento após quase quatro anos de espera. A mãe de Yasmin declarou que está confiante na atuação da Justiça, especialmente após o esgotamento dos recursos apresentados pela defesa para tentar modificar o andamento do processo.

No último fim de semana, Lucas Magalhães foi visto em Salinópolis, no nordeste do Pará. Em manifestação à imprensa, a defesa informou que o acusado cumpre todas as medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo comparecimento periódico ao juízo e o recolhimento nos horários estabelecidos.

Os advogados também afirmaram que aguardam o julgamento com tranquilidade e confiança de que a decisão será tomada com base nas provas reunidas durante a investigação, respeitando o devido processo legal e as garantias constitucionais.

Relembre o caso

Segundo a investigação, o passeio de lancha foi organizado por Lucas Magalhães e reuniu 19 pessoas a bordo. Durante o trajeto, Yasmin caiu no rio e desapareceu. O corpo foi localizado apenas no dia seguinte.

Cerca de 11 meses após a morte da influenciadora, Lucas foi preso por homicídio com dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em março de 2023, ele deixou a prisão por determinação da Justiça e passou a responder ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.

Agora, caberá ao Conselho de Sentença decidir se o acusado é culpado ou inocente pelas acusações relacionadas à morte de Yasmin Fontes.