Arcon abre fiscalização contra Águas do Pará após falta de água em 17 bairros de Belém

Interrupção no abastecimento ocorreu durante manutenção em uma adutora no bairro da Condor. Agência quer apurar por que o serviço ultrapassou o prazo previsto e atingiu mais áreas da capital.

Publicado em 4 de novembro de 2026 às 08:06

Interrupção no abastecimento ocorreu durante manutenção em uma adutora no bairro da Condor. Agência quer apurar por que o serviço ultrapassou o prazo previsto e atingiu mais áreas da capital.
Interrupção no abastecimento ocorreu durante manutenção em uma adutora no bairro da Condor. Agência quer apurar por que o serviço ultrapassou o prazo previsto e atingiu mais áreas da capital. Crédito: Divulgação 

A interrupção no abastecimento de água que atingiu 17 bairros de Belém, no último sábado (31), levou a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon) a instaurar um processo de fiscalização contra a concessionária Águas do Pará.

A empresa foi convocada a prestar esclarecimentos nesta terça-feira (3), após uma manutenção em uma adutora localizada no bairro da Condor ultrapassar o horário inicialmente previsto para a conclusão.

O serviço estava programado para ocorrer entre 20h do dia 30 de outubro e 5h do dia 31. Inicialmente, a previsão era de que apenas cinco bairros fossem afetados: Condor, Jurunas, Batista Campos, Cremação e Cidade Velha.

No entanto, problemas durante a execução da manutenção fizeram com que a interrupção fosse ampliada para outras 12 áreas: Guamá, Canudos, São Brás, Pedreira, Marco, Fátima, Terra Firme, Reduto, Umarizal, Nazaré, Campina e Comércio.

Segundo a concessionária, as manobras operacionais planejadas não foram suficientes para reduzir a pressão da rede de distribuição de água e permitir a realização do serviço. Por isso, foi necessário isolar outros setores do sistema. O abastecimento começou a ser normalizado após 21 horas de intervenção.

Empresa poderá ser penalizada

A Arcon informou que vai analisar os documentos apresentados pela concessionária para verificar se as obrigações previstas no contrato foram cumpridas.

A agência também quer avaliar se as medidas adotadas foram suficientes para reduzir os transtornos aos moradores, incluindo a disponibilização de caminhões-pipa e a comunicação antecipada sobre a interrupção.

Caso sejam identificadas irregularidades, a Águas do Pará poderá sofrer penalidades previstas no contrato de concessão.

A fiscalização também deverá cobrar melhorias na comunicação com os consumidores, principalmente em situações de manutenção que possam provocar interrupções prolongadas no fornecimento de água.