Ataque com arma de choque: universitários envolvidos prestam depoimento em Belém

Os estudantes foram gravados desferindo choques em um homem em situação de rua na Avenida Alcindo Cacela, em Belém, na segunda-feira (13)

Publicado em 14 de abril de 2026 às 13:01

Universitários envolvidos a ataque contra homem em situação de rua prestam depoimento em Belém - 
Universitários envolvidos a ataque contra homem em situação de rua prestam depoimento em Belém -  Crédito: Roma News

No final da manhã desta terça-feira (14), os estudantes universitários envolvidos no ataque com uma arma de choque (taser) contra um homem em situação de rua, em Belém, prestaram depoimento à Polícia Civil. O caso ganhou repercussão nacional após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostram a agressão.

Um dos envolvidos, Altemar Sarmento Filho, de 18 anos, foi intimado a comparecer à Seccional de São Brás acompanhado do advogado de defesa, Humberto Bulhosa. Na segunda-feira (13), o jovem já havia se apresentado, mas exerceu o direito de permanecer em silêncio. Nesta terça, novamente optou por não falar durante o depoimento.

A defesa afirmou que o caso ainda está em fase de investigação e que não irá se precipitar. Segundo o advogado, a versão apresentada é de que a arma utilizada estaria danificada. “Se a arma fosse de grande letalidade, qualquer pessoa seria paralisada. O que estamos apresentando é uma versão verdadeira da defesa”, declarou.

O advogado também destacou que os vídeos que circulam nas redes sociais são “fracionados” e ainda não passaram por perícia. “Quem tem que provar é a polícia. Não foi feita a perícia do vídeo. Estamos em fase de inquérito e é preciso respeitar os princípios constitucionais da ampla defesa e da presunção de inocência”, afirmou.

Sobre a origem da arma, a defesa disse que a informação ainda está sendo apurada e que não há confirmação de que o equipamento pertença ao jovem. O advogado também ressaltou que não é possível responder, neste momento, se o estudante tinha autorização para portar o dispositivo.

Durante a entrevista, o defensor afirmou que não apoia qualquer tipo de crime e lamentou o episódio. “Esperamos que tudo ocorra bem, principalmente para a vítima”, disse. Ele também reforçou que a defesa aguarda a realização de exames, como a perícia dos vídeos e o eventual exame de corpo de delito da vítima.

Por fim, o advogado criticou o que classificou como “linchamento virtual” e afirmou que o próximo passo será aguardar a conclusão do inquérito policial para dar continuidade à defesa.